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FEIRA PRETA

O estudo – Empreendedorismo negro no Brasil

A Plano CDE em parceria com a PretaHub, aceleradora do empreendedorismo negro no Brasil, e o patrocínio do Banco JP Morgan,  realizou a segunda edição da pesquisa – “Dores e Amores dos Empreendedores Negros”, que, em 2019, mapeou perfis dos empreendedores negros no Brasil.
A pesquisa foi realizada com 1.220 entrevistados em todo o país, sendo 918 empreendedores negros e 302 empreendedores brancos entre 18 e 70 anos, de todos os gêneros e classes sociais. A partir de uma segmentação produzida pela metodologia GoM (Grades of Membership), identificamos três perfis de empreendedores.

Resultados

O empreendedorismo negro no Brasil não é homogêneo. Há perfis de profissionalismo no negócio e de valorização das questões raciais. Identificamos três perfis:

  • NECESSIDADE

Motivados a empreender muitas vezes por necessidade ou situação de desemprego. É um grupo que sente-se menos afetado pelo racismo, mas sabe que existe.

  • VOCAÇÃO

Familiaridade com a atividade e desejo de ser autônomo, às vezes somados a dificuldades em se adequar no mercado de trabalho. Há percepções variadas sobre racismo – alguns não se identificam como negros e possuem visão meritocrática. Outros relatam terem sido alvo de discriminação.

  • ENGAJADO

Desejo de empreender, muitas vezes somado à vontade de exercer atividade auto afirmativa, voltada para o público afro. Postura combativa contra o racismo. Encara o afro empreendedorismo não só como trabalho/fonte de renda, mas também como ação auto afirmativa